Resumo
O quarto e último episódio da série Mapas para Futuros Mais Justos traça como os mapas moldaram a representação indígena desde a era colonial até a ascensão dos modernos Estados-nação. A cartografia colonial e nacional legitimou a desapropriação, transformando os povos indígenas, afro-indígenas e afrodescendentes em cidadãos de segunda classe, apagando-os por meio da linguagem dos desertos, das fronteiras e da neutralidade científica. Os mapas temáticos dos séculos XIX e XX reforçaram as hierarquias raciais e excluíram as populações não brancas, mesmo quando os avanços tecnológicos conferiram aos mapas uma aura de objetividade. Hoje, porém, as comunidades indígenas e afro-indígenas reivindicam o mapeamento para afirmar a memória, a terra e os direitos. Outrora ferramentas de dominação, os mapas tornaram-se evidências e instrumentos de autonomia, resistência e reinvenção de futuros justos.
Roteiro: Laura Pensa e Federico Scigliano
Supervisão e coordenação: Tulia Falleti, Deidre Rodríguez-Rocha, Ann Farnsworth-Alvear, Evelyne Laurent-Perrault
Produção e realização: El Perro en la Luna
Citação
Pensa, Laura, El Perro en la Luna, e Federico Scigliano. 2024. 'Mapas para Futuros Mais Justos: Episódio 4. Nações, Reparações e Justiça'. Despossessões nas Américas. https://dia.upenn.edu/pt/content/PensaL007/






