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Narrativa

From Lenapewhittuck to the Delaware River: Colonial Renaming of Native Peoples and Places

  • Marble, Erin

Publicado: 2024

Illustration by Sadekaronhes Esquivel, from *Mapping Lenapehoking* by Lee Francis 4, Margaret Bruchac, Molly Leech, and Curtis Zunigha, 2024.

Illustration by Sadekaronhes Esquivel, from Mapping Lenapehoking by Lee Francis 4, Margaret Bruchac, Molly Leech, and Curtis Zunigha, 2024.

Lendo em Espanhol

Narrativa

De Lenapewhittuck al río Delaware: la estrategia colonial de renombrar a los pueblos y lugares nativos

  • Marble, Erin

Publicado: 2024

Ilustración de Sadekaronhes Esquivel, tomada de *Mapping Lenapehoking*, de Lee Francis 4, Margaret Bruchac, Molly Leech y Curtis Zunigha, 2024.

Ilustración de Sadekaronhes Esquivel, tomada de Mapping Lenapehoking, de Lee Francis 4, Margaret Bruchac, Molly Leech y Curtis Zunigha, 2024.

Narrativa

De Lenapewhittuck ao Rio Delaware: Renomeação colonial de povos e lugares indígenas

  • Marble, Erin

Publicado: 2024

Ilustração por Sadekaronhes Esquivel, de *Mapping Lenapehoking* por Lee Francis 4, Margaret Bruchac, Molly Leech e Curtis Zunigha, 2024.

Ilustração por Sadekaronhes Esquivel, de Mapping Lenapehoking por Lee Francis 4, Margaret Bruchac, Molly Leech e Curtis Zunigha, 2024.

Resumo

A região metropolitana da Filadélfia, que inclui partes do atual leste da Pensilvânia, sul de Nova Jersey e norte de Delaware, tem uma população de mais de seis milhões de pessoas, a grande maioria das quais não são nativas deste local. Antes da chegada dos colonizadores europeus no século XVII, os povos indígenas controlavam esta região, que chamavam de Lenapehoking. Com o tempo, os Lenape passaram a ser conhecidos como “índios delaware”, um nome que se entrelaça com a ocupação colonial deste lugar. Aqui, como em outras partes do continente, a remoção dos povos indígenas de suas terras e a perda dos nomes tribais desses lugares serviram como formas de apagamento histórico, facilitadas e incentivadas pelo uso generalizado das palavras dos colonizadores. Quando esse nome europeu para os lenapes começou a ser usado? Por quê “Delaware”? O processo de responder a essas perguntas lança luz sobre os impactos persistentes das influências coloniais na nomeação e renomeação dos povos indígenas. No entanto, apesar do uso de nomes coloniais como ferramentas de desapropriação, esses nomes podem, em alguns casos, tornar-se importantes marcadores de sobrevivência e soberania indígena.

Lenape e as Primeiras Chegadas Europeias

Tradições orais e evidências arqueológicas datam a ocupação de Lenapehoking desde o último período glacial, há aproximadamente 10.000 anos.1 Tradicionalmente, os povos indígenas desta região se autodenominavam Lenni Lenape (lə̀ni-ləná·p·e, que se traduz aproximadamente como “pessoa real”) ou simplesmente Lenape.2 Outros povos nativos do nordeste frequentemente se referem aos lenapes como “ancestrais” ou “avôs”, refletindo seu papel como diplomatas entre outras nações nativas e sua história como um dos primeiros grupos nativos a interagir com os colonos europeus.3 Antes da chegada desses colonos, o atual “Rio Delaware” era conhecido como Lenapewhittuck (que significa “rio dos lenapes”).4

Um dos primeiros exploradores europeus na região foi Henry Hudson, cuja viagem à Baía de Nova Iorque em 1609, em nome da Companhia Holandesa das Índias Orientais, deu aos holandeses uma justificativa para tentar reivindicar a terra.5 Os primeiros mapas eram altamente especulativos, mas dois cartógrafos holandeses – Hensel Gerritsz e Johannes de Laet – criaram mapas precisos do litoral da região, utilizando dados dos diários de Hudson.6 Esses e outros mapas coloniais, no entanto, diminuíram o tamanho do território Lenape; em vez de se estender além do rio e para o leste até o Atlântico, foi interpretado erroneamente como sendo apenas uma pequena área de terra ao redor do rio.7 A impressão de que o território ancestral dos lenapes era pequeno (e que vastas áreas estavam desabitadas) forneceu a justificativa para o início do controle dos colonizadores sobre a terra, a começar pela criação de novos nomes para os lugares.8 Os holandeses usaram vários nomes diferentes para o rio, incluindo: “Zuyd Rivier” (“rio do sul”, em relação ao Hudson, chamado de “rio do norte”), “Rio Nassau”, “Rio Príncipe Hendrick” e “Rio Charles”. Os colonos suecos chamavam-lhe “riacho da Nova Suécia”.9

Durante as décadas de 1620 e 1630, pequenas colônias de holandeses, suecos e finlandeses iniciaram o comércio com os lenapes, enquanto fundavam a “Nova Holanda” e a “Nova Suécia”10 Inicialmente, os lenapes mantiveram o controle do território, estabelecendo os termos e condições para o comércio e os assentamentos europeus.11 Mas, durante a década de 1670, com o aumento do número de colonos e a introdução de doenças e álcool, as populações lenapes começaram a diminuir.12 Em 1682, uma colônia de separatistas religiosos ingleses – membros da Sociedade dos Amigos (Quakers) – estabeleceu-se na região, liderada por William Penn, que deu nome à colônia e ao estado da Pensilvânia.13 Esses colonos costumavam se referir aos lenapes como “delaware”. Mas de onde surgiu esse novo nome? Para responder a essa pergunta, precisamos olhar para a história da Colônia da Virgínia, algumas décadas antes.

Baron De La Warr e a Renomeação de Lenapewhittuck

Em 1606, Thomas West (1576-1618), o décimo segundo Barão De La Warr de Hampshire, Inglaterra, foi nomeado pelo Rei Jaime I para o conselho que supervisionava a Companhia da Virgínia de Londres. Ele foi o primeiro governador inglês da colônia da Virgínia e ficou conhecido por estabelecer um “regime rígido, semelhante ao militar” e uma “campanha brutal contra os indígenas”.14 Ironicamente, embora vários condados, um estado, uma baía e um rio tenham sido nomeados em sua homenagem, De La Warr nunca pôs os olhos na maior parte deste território. Ele partiu em 1611 e nunca mais voltou, mas seu impacto persiste nos nomes que deixou na paisagem.15

Ao longo das décadas seguintes, o nome de De La Warr, na forma inglesa de “Delaware”, começou a aparecer em mapas do território lenape, substituindo os nomes holandeses.16 No mapa holandês de Gerritsz e de Laet de 1630, o rio é identificado como “Zuyd Rivier” (“rio do sul”).17 Um mapa criado por David Pietersz De Vries no mesmo ano identifica a foz do rio como “Zuid-Baai” (“baía sul”).18 A maioria dos mapas dessa época mostra a persistência de nomes holandeses em exemplos como “R. de Sud” (“rio do sul” em francês).19 Mas um mapa de 1631 do cartógrafo francês Jean Guerard (o exemplo mais antigo de qualquer variação de “Delaware” em um mapa) identifica a baía como “Baía de Dellowar”.20 Duas décadas depois, em 1651, um mapa de John Farrer, da Companhia da Virgínia, identifica o rio como “Rio de Delawar”.21 Após 1660, a baía passou a ser consistentemente denominada Delaware, indicando que o rio provavelmente também era chamado de Delaware. Por exemplo, um mapa inglês de Nova Jersey, publicado por John Thornton em 1706, inclui a designação “Baía de Dellewar”.22

Como, então, o nome “Delaware” passou a ser dado não apenas ao rio e à baía, mas também ao povo Lenape? Isso tem muito a ver com o conceito de exônimos, definidos como nomes “usados ​​por pessoas de fora para se referir a um grupo étnico, racial ou social, ou à sua língua, que o próprio grupo não usa”.23 Essencialmente, os exônimos renomeiam pessoas e lugares em línguas estrangeiras; esse fenômeno, observado em todo o mundo, é especialmente nítido na América do Norte. Quando o nome “Rio Delaware” se popularizou em meados de 1600, os grupos Lenape que viviam perto do Lenapewhittuck começaram a ser chamados de “índios do Vale do Delaware”. Em pouco tempo, “Delaware” tornou-se um adjetivo: “índios delaware”, aplicado a praticamente todos os povos lenapes.24 Os lenapes também começaram, a usar esse nome para si mesmos, refletindo um padrão entre outras comunidades indígenas da Costa Leste, que se apresentavam identificando o “lugar ao qual pertenciam”, mesmo quando esse não era o nome de sua tribo.25

Os Legados da Nomeação e da Renomeação

Em meados do século XVIII, à medida que o povo Lenape começou a migrar para o oeste para escapar das pressões da colonização, o nome Delaware passou a ser usado com mais frequência, tanto como um descritor de suas origens na região do Atlântico Médio, quanto como um termo genérico para agrupar vários grupos de povos nativos.26 Embora, tradicionalmente, os povos indígenas não se enquadrassem nas categorias impostas pelos europeus, eles reivindicam seus nomes tribais atuais como prova de sua sobrevivência e soberania. Em essência, a adoção de novos nomes foi uma necessidade, mais do que uma escolha, como forma de sobreviver às pressões do colonialismo de povoamento. Assim, o povo Lenape hoje adota o nome Delaware.

Ao se adaptarem às restrições impostas pelos governos coloniais, os Lenape continuaram a sobreviver, mesmo após serem deslocados por mais de 2.250 quilômetros de suas terras ancestrais.27 O nome Delaware, amplamente registrado em documentos estaduais e federais, documentava a profundidade de sua história e fundamentava seus pedidos de reconhecimento federal, confirmando a existência de “relações de nação para nação” dentro das fronteiras dos Estados Unidos.28 Hoje, o povo Lenape é conhecido pelos governos federais dos Estados Unidos e do Canadá por novos nomes: “Delaware Nation” (Anadarko, OK), “Delaware Tribe of Indians” (Bartlesville, OK) e “Delaware of Six Nations” (Brantford, ON). Dois grupos mantiveram seus nomes munsee: “Stockbridge-Munsee Community” (Bowler, WI) e “Munsee-Delaware Nation” (St. Thomas, ON). Um grupo ainda carrega o nome do grupo missionário que os converteu: “Moravian of the Thames First Nation” (Chatham-Kent, ON).29

Apesar de séculos de desapropriação e remoção, o povo Lenape continua a sobreviver, tendo levado consigo suas famílias e sua cultura para novas terras. No entanto, eles ainda mantêm profundos laços emocionais com seu território natal, Lenapehoking. Como explica Curtis Zunigha, guardião do conhecimento lenape: “A terra foi o primeiro e principal meio de desapropriação. Nós não somos pessoas que simplesmente vivem na terra; nós somos da terra… Ao remover as pessoas da terra, perde-se a essência de quem somos”.30

Fontes Citadas:

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  1. Curtis Zunigha, “Forced Removals of Lenape: The Original People,” em A Lenapehoking Anthology, editado por Hadrien Coumans, Joe Baker e Joel Whitney (Nova Iorque, NY: The Lenape Center and Brooklyn Public Library 2023), 41. Ver também Richard Veit, “Setting the Stage: Archaeology and the Delaware Indians, a 12,000-Year Odyssey,” em New Jersey: A History of the Garden State, editado por Maxine N. Lurie e Richard Veit (New Brunswick: Rutgers University Press, 2012), 11. ↩︎

  2. The Lenape Talking Dictionary, acesso em 30 de novembro de 2023. Ver também David Zeisberger, Grammar of the language of the Lenni Lenape or Delaware Indians, traduzido por Peter Stephen Du Ponceau (Filadélfia, PA: J. Kay 1827). Existem dois dialetos distintos da língua: o Unami, falado nas regiões sul do território lenape, e o Munsee, no norte; ver Herbert Kraft, The Lenape: Archaeology, History, and Ethnography (Newark, NJ: New Jersey Historical Society 1986). ↩︎

  3. John R. Norwood, We Are Still Here! The Tribal Saga of New Jersey’s Nanticoke and Lenape Indians, (Moorestown, NJ: Native New Jersey Publications 2007), 10. Ver também Gunlög Fur, A Nation of Women: Gender and Colonial Encounters Among the Delaware Indians (Filadélfia, PA: University of Pennsylvania Press, 2011). ↩︎

  4. Sobre o nome do rio, ver John Heckewelder e Peter S. Du Ponceau, “Names Which the Lenni Lenape or Delaware Indians, Who Once Inhabited This Country, Had Given to Rivers, Streams, Places,” Transactions of the American Philosophical Society Vol. 4 (1834), 355. ↩︎

  5. Thomas Wermuth et al, “The Twin Mysteries of Henry Hudson—His 1609 Voyage,” Hudson River Valley Institute. ↩︎

  6. Hessel Gerritsz e Johannes de Laet, Nova Anglia, Novvm Belgivm et Virginia (1630), “Charting New Netherland, 1597-1682,” New Netherland Institute. ↩︎

  7. Fur, A Nation of Women, Capítulo 4. Ver também “Lenapehoking (Lenni-Lenape),” Native Land Digital. ↩︎

  8. Richard S. Dunn, “William Penn and the Selling of Pennsylvania, 1681-1685,” Proceedings of the American Philosophical Society 127 (5) (Outubro de 1983): 322-329. ↩︎

  9. Edwin A. Barber, “Notes on the Lenni Lenápe, or Delaware Indians, of Pennsylvania,” The American Antiquarian and Oriental Journal 6 (6) (1884), 385. Ver também John Smith Futhey e Gilbert Cope, History of Chester County, Pennsylvania, with Genealogical and Biographical Sketches (Filadéflia, PA: L. H. Everts 1881), 9. ↩︎

  10. Carl Bridenbaugh, “The Old and New Societies of the Delaware Valley in the Seventeenth Century,” The Pennsylvania Magazine of History and Biography 100 (2) (Abril de 1976): 143-172. ↩︎

  11. Jean R. Soderlund, Lenape Country: Delaware Valley Society Before William Penn (Filadélfia, PA: University of Pennsylvania Press 2015), Capítulo 4. ↩︎

  12. Bridenbaugh, “The Old and New Societies,” 160. ↩︎

  13. Soderlund, Lenape Country, Capítulo 4. ↩︎

  14. Virginia Humanities Council, “Thomas West twelfth baron De La Warr (1576–1618),” Encyclopedia Virginia. ↩︎

  15. E. M. Rose, “Lord Delaware, First Governor of Virginia, ‘the Poorest Baron of this Kingdom’,” The Virginia Magazine of History and Biography 128, no. 3 (2020), 228, 236. ↩︎

  16. Para uma lista de mapas antigos, ver Arthur Ray Dunlap, “A Checklist of Seventeenth-Century Maps Relating to Delaware,” Delaware Notes 18th Series (Newark, NJ: University of Delaware 1945): 63-76. ↩︎

  17. Hessel Gerritsz e Johannes de Laet, Nova Anglia, Novvm Belgivm et Virginia (1630), “Charting New Netherland, 1597-1682,” New Netherland Institute. ↩︎

  18. David Pietersz De Vries, De Zuid-Baai in Nieuw Nederland (1630), reimpresso em Korte historiael, ende journaels aenteyckeninge, van verscheyden voyagiens in de vier deelen des wereldts-ronde, als Europa, Africa, Asia, ende Amerika gedaen (Brekegeest, Países Baixos: Symon Cornelisz 1655). Para uma discussão sobre DeVries e a Colônia de Lewes, ver Carl A. Weslager, “The Indians of Lewes, Delaware, and an unpublished Indian deed dated June 7, 1659,” Bulletin Archaeological Society of Delaware 4 (5) (Janeiro de 1949): 6-14. ↩︎

  19. Pierre Duval, Le Canada faict par le Sr. de Champlain, ou, sont, La Nouvelle France, la Nouvelle Angleterre, la Nouvelle Holande, la Nouvelle Svede, la Virginie &c. avec les nations voisines et autres terres nouvellement decouvertes suivant les memoires de P. du Val, géographe du Roy (1653), “Gallica,” Bibliothèque nationale de France. ↩︎

  20. Jean Guerard, Carte [de l’Océan Atlantique] (1631), “Gallica,” Bibliothèque nationale de France. ↩︎

  21. John Farrer, A mapp of Virginia discovered to ye hills, and in it’s latt. from 35 deg. & 1/2 neer Florida to 41 deg. bounds of New England (1651), Geography and Map Division, Library of Congress. ↩︎

  22. John Thornton, A new mapp of East and West New Jarsey: being an exact survey (1706), Geography and Map Division, Library of Congress. ↩︎

  23. “Exonym”, Dictionary.com. ↩︎

  24. “About the Delaware Tribe of Indians,” Delaware Tribe of Indians. Ver também John T. Scharf, History of Delaware: 1609-1888 (Filadélfia, PA: L. J. Richards, 1888), 10-13. ↩︎

  25. Lisa Brooks, Our Beloved Kin: A New History of King Philip’s War (New Haven, CT: Yale University Press, 2018), 9. ↩︎

  26. Brice Obermeyer, “Removal and the Cherokee-Delaware Agreement,” em Delaware Tribe in a Cherokee Nation (Lincoln, NB: University of Nebraska Press 2009), 37-48, 52-58. Extraído como “Removal History of the Delaware Tribe,” Delaware Tribe of Indians. ↩︎

  27. Curtis Zunigha, “Forced Removals of Lenape: The Original People.” ↩︎

  28. U.S. Department of the Interior, Federal Tribal Recognition, 12 de julho de 2012. ↩︎

  29. “Tribal Directory,” National Congress of American Indians, acesso em 30 de novembro de 2023, disponível em: https://www.ncai.org/tribal-directory?letter=D ↩︎

  30. Curtis Zunigha, comunicação pessoal em uma entrevista, 29 de novembro de 2023. ↩︎

Citação

Marble, Erin. 2024. 'De Lenapewhittuck ao Rio Delaware: Renomeação colonial de povos e lugares indígenas'. Despossessões nas Américas. https://dia.upenn.edu/pt/content/MarbleE001/

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