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Comentário do mapa 1500 - 1599

THE AYMARA POLITY OF THE LUPAQA: COMMERCIAL DESTINIES AND VERTICALITY IN THE 16TH CENTURY

  • Medeiros, Carmen

  • Grisi, Celina

  • Sánchez Patzy, Radek

Publicado: 2024

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Gallardo, F. (2013) Sobre el comercio y mercado tradicional entre los Lupaca del siglo XVI: un enfoque económico sustantivo. Chugara, revista de antropología chilena. 45 (4), 599 -612.

Gallardo, F. (2013) Sobre el comercio y mercado tradicional entre los Lupaca del siglo XVI: un enfoque económico sustantivo. Chugara, revista de antropología chilena. 45 (4), 599 -612.

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Comentário do mapa 1500 - 1599

LA POLÍTICA AYMARA DEL LUPAQA: DESTINOS COMERCIALES Y VERTICALIDAD EN EL SIGLO XVI

  • Medeiros, Carmen

  • Grisi, Celina

  • Sánchez Patzy, Radek

Publicado: 2024

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Gallardo, F. (2013) Sobre el comercio y mercado tradicional entre los Lupaca del siglo XVI: un enfoque económico sustantivo. Chugara, revista de antropología chilena. 45 (4), 599 -612.

Gallardo, F. (2013) Sobre el comercio y mercado tradicional entre los Lupaca del siglo XVI: un enfoque económico sustantivo. Chugara, revista de antropología chilena. 45 (4), 599 -612.

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Comentário do mapa 1500 - 1599

A POLÍTICA AIMARÁ DO LUPAQA: DESTINOS COMERCIAIS E VERTICALIDADE NO SÉCULO XVI

  • Medeiros, Carmen

  • Grisi, Celina

  • Sánchez Patzy, Radek

Publicado: 2024

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Gallardo, F. (2013) Sobre el comercio y mercado tradicional entre los Lupaca del siglo XVI: un enfoque económico sustantivo. Chugara, revista de antropología chilena. 45 (4), 599 -612.

Gallardo, F. (2013) Sobre el comercio y mercado tradicional entre los Lupaca del siglo XVI: un enfoque económico sustantivo. Chugara, revista de antropología chilena. 45 (4), 599 -612.

Resumo

Este mapa mostra as diversas “ilhas” ou colônias que a polis aymara AS POLÍTICAS AIMARÁS DO QULLASUYU NO SÉCULO XVI dos lupaqa tinha tanto ao leste quanto ao oeste do altiplano no Qullasuyu, o distrito sul do Estado inca ou Tawantinsuyu, no século XVI. O mapa tem base na informação encontrada no censo colonial espanhol de 1567, que incluía testemunhos das autoridades lupaqa.1 Seguindo o modelo andino de “control vertical de los niveles ecológicos” AS POLÍTICAS AIMARÁS DO QULLASUYU NO SÉCULO XVI , o núcleo dos assentamentos lupaqa estava situado nas terras frias do altiplano, mas seu território incluía uma série de “ilhas” a diferentes altitudes nos vales ocidental e oriental, o que constituía assim uma espécie de “arquipélago vertical”.2 Como é possível ver no mapa, os principais assentamentos se encontravam próximos do lago Titicaca - o mais importante era Chucuito, situado na fronteira entre os atuais Peru e Bolívia -, duas ilhas ou colônias nas ladeiras ocidentais (no atual Peru ) e cinco nas ladeiras orientais (na atual Bolívia).

Estima-se que a entidade política lupaqa tivesse uma população de 20.000 famílias, segundo o último registro do khipu inca ou 100.000 habitantes, na época da conquista espanhola, uma população significativa para a época e muito maior que as outras pólis que existiram contemporaneamente a eles.3 A maioria do que hoje se sabe sobre os lupaqa procede de duas fontes principais: a visita administrativa de 1567 realizada por Garci Díez de San Miguel e o novo censo realizado durante a Visita Geral de Toledo, na década de 1570.4 Em 1951, Marie Helmer publicou um resumo da visita administrativa realizada em 1567, que incluía a província de Chucuito, centro administrativo dos lupaqa. Quando uns anos mais tarde foi publicado o texto completo da visita, surgiu maior interesse graças à informação detalhada que continha, que havia capturado a atenção por igual de etnólogos, arqueólogos, etnógrafos e historiadores.5 Este texto, que incluía informação sobre os censos anteriores de 1553 e 1559, bem como do censo de 1567, adquiriu uma perspectiva histórica mais ampla quando foi comparado com a informação do governo do Vice-rei Francisco de Toledo (1569 - 1581) durante o qual foi realizado um novo censo por ocasião de sua Visita Geral, na década de 1570.6

Quando os incas chegaram ao lago Titicaca, os lupaqa não apresentaram batalha - à diferença dos grupos locais que ocupavam as margens norte e leste do lago e que apresentaram forte resistência à invasão inca -, os lupaqa se integraram à organização inca.7 Isso significava que “os reis lupacas e seus governadores eram indivíduos locais que falavam aimará, e que não foram substituídos por governadores incas, como era habitual que acontecesse nas zonas que caíam sob o domínio del Tawantinsuyu”8 (tradução própria).

Com efeito, a forte influência inca na vida lupaqa sugere que o sistema da pólis lupaqa (ou, pelo menos, sua elite) pôde prosperar graças a esta relação simbiótica com os incas. É possível que os incas reforçassem o poder da elite, em troca da contribuição desse povo ao Estado, em termos de indumentária e mão de obra, especialmente quando o Estado realizava uma conquista.9 Do ponto de vista dos lupaqa, esta relação lhes permitiu manter sua autonomia - pelo menos em comparação com a de seus vizinhos. Isso é relevante se levamos em conta que os lupaqas puderam manter parte desta autonomia até períodos avançados do regime colonial. De fato, os lupaqas não foram obrigados a fazer parte de uma encomienda; pelo contrário, eles se tornaram um “repartimiento real”. Isso significa que a Coroa supervisava diretamente o repartimiento e, portanto, tributo que deviam pagar como vassalos do rei era enviado, diretamente, à coroa espanhola.

O mapa, que mostra distâncias que exigiam até dois meses para serem percorridas, é o testemunho do prestígio dos lupaqas como pastores e transportadores de longa distância. Esta perícia e conhecimento técnico lhes proporcionou uma posição privilegiada para negociar tanto com o Estado inca quanto com a posterior administração colonial espanhola, mantendo assim certo nível de autonomia, à diferença de outros povos com menor influência.

É importante apontar também que, devido ao considerável excedente agrícola, as “ilhas” do vale lupaqa tiveram um papel crucial no suprimento de bens aos colonizadores espanhóis, como fornecedores de vinho, trigo, milho e coca para as cidades espanholas, durante a segunda metade do século XVI.10 Esta utilidade econômica determinou que os lupaqas fossem objeto de uma forma diferente de despojo: eles se integraram à economia colonial em lugar de serem diretamente deslocados ou submetidos com o mesmo nível de exploração que outros grupos. E até mesmo, esta produção agrícola ajudou a sustentar as cidades e assentamentos espanhóis, ao facilitar o crescimento e a consolidação do poder colonial na região.

Em síntese, o indicado acima ilustra como a experiência da colonização, e portanto, as diversas formas de despojo experimentadas, foram únicas para cada polis aymara AS POLÍTICAS AIMARÁS DO QULLASUYU NO SÉCULO XVI . A estrutura social pré-colonial de cada grupo, suas atividades econômicas, sua localização geográfica e sua relação com o Estado inca determinaram a forma como se veriam afetados pela colonização espanhola e a resposta que a ela dariam.**

REFERÊNCIAS:

Choquecahua, Alex. “Caciques del Reino Lupaca en la Provincia de Chucuito de la

Intendencia de Puno - 1786 - 1824". Revista Peruana de Antropología 5, no. 6 (2020): 159-164.

https://doi.org/10.4067/s0717-73562013000400009.

Cook, Noble David (Ed.). Tasa de Visita General de Francisco de Toledo. Lima: Universidad Nacional Mayor de San Marcos, 1975.

Diez de San Miguel, Garci. Visita Hecha a la Provincia de Chucuito por Garci Diez de San Miguel en el Año 1567. Lima: Casa de la Cultura Peruana, 1964.

Gallardo Ibáñez, Francisco. “Sobre El Comercio y Mercado Tradicional Entre Los Lupaca Del Siglo XVI: Un Enfoque Económico Sustantivo”. Chungará 45, no. 4 (2013): 599-612.

Hyslop, John. “El Área Lupaca bajo el Dominio Incaico: un Reconocimiento Arqueológico”. Histórica 3, No.1, (1979): 53-79.

Julien, Catherine Toledo y los Lupacas: Las Tasas de 1574 y 1579. Herausgeber, 1998.

Murra, Juan. “An Aymara Kingdom in 1567”. Ethnohistory 15, no. 2 (1968): 115-151.

Murra, John. “Los Límites y las Limitaciones del ‘Archipiélago Vertical’ en los Andes”. Conferência, Segundo Congresso Peruano do Homem e a Cultura Andina, Trujillo, Peru, outubro, 1974.

Van Buren, Mary. “Rethinking the Vertical Archipelago.” American Anthropologist 98, no. 2 (June 1996): 338–51.

https://doi.org/10.1525/aa.1996.98.2.02a00100.


  1. Francisco Gallardo Ibáñez, “Sobre El Comercio y Mercado Tradicional Entre Los Lupaca Del Siglo XVI: Un Enfoque Económico Sustantivo”. Chungará 45, no. 4 (2013): 599-612. ↩︎

  2. John Murra, “Los Límites y las Limitaciones del ‘Archipiélago Vertical’ en los Andes”. (Conferência no Segundo Congresso Peruano do Homem e a Cultura Andina, Trujillo, Peru, outubro, 1974); Mary Van Buren, “Rethinking the Vertical Archipelago”. American Anthropologist 98, nº 2 (junho de 1996): 338-51 ↩︎

  3. John. Hyslop, “El Área Lupaca bajo el Dominio Incaico: un Reconocimiento Arqueológico” Histórica 3, no.1 (1979): 53-79; Van Buren, “Rethinking the Vertical Archipelago”, 338-51.; John Murra, “An Aymara Kingdom in 1567”. Etnohistoria 15, nº 2 (1968): 115-151; Alex Choquecahua, “Caciques del Reino Lupaca en la Provincia de Chucuito de la Intendencia de Puno - 1786 - 1824”. Revista Peruana de Antropología 5, no. 6 (2020). ↩︎

  4. Noble David Cook, (Ed.). Tasa de Visita General de Francisco de Toledo (Lima: Universidad Nacional Mayor de San Marcos, 1975); Garci Diez de San Miguel, Visita Hecha a la Provincia de Chucuito por Garci Diez de San Miguel en el año 1567. (Lima: Casa de la Cultura Peruana, 1964). ↩︎

  5. Diez de San Miguel, Visita hecha a la Provincia de Chucuito por Garci Diez de San Miguel en el año 1567. ↩︎

  6. Catherine Julien, Toledo y los Lupacas: Las Tasas de 1574 y 1579. (Herausgeber, 1998). ↩︎

  7. Choquecahua, “Caciques del Reino Lupaca en la Provincia de Chucuito de la Intendencia de Puno - 1786 - 1824,” 159-164; Hyslop, “El área Lupaca bajo el Dominio Incaico: un Reconocimiento Arqueológico,” 53-79. ↩︎

  8. Hyslop, “El Área Lupaca bajo el Dominio Incaico: un Reconocimiento Arqueológico”, 55. ↩︎

  9. Hyslop, “El Área Lupaca bajo el Dominio Incaico: un Reconocimiento Arqueológico”, 55. ↩︎

  10. Gallardo Ibáñez, “Sobre El Comercio y Mercado Tradicional Entre Los Lupaca Del Siglo XVI: Un Enfoque Económico Sustantivo”, 341. ↩︎

Citação

Medeiros, Carmen, Celina Grisi, e Radek Sánchez Patzy. 2024. 'A POLÍTICA AIMARÁ DO LUPAQA: DESTINOS COMERCIAIS E VERTICALIDADE NO SÉCULO XVI'. Despossessões nas Américas. https://dia.upenn.edu/pt/content/BOL0025Y/

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