Resumo
Esta obra se relaciona com o patrimônio cultural ao incorporar elementos visuais e simbólicos das culturas Indígenas da região amazônica. Os padrões tribais no corpo do peixe e na representação do lago proibido mostram a riqueza cultural das comunidades Indígenas que habitaram na Amazônia ao longo de gerações. Além disso, evocando as crenças e cosmovisões Indígenas que atribuem profundo significado espiritual à natureza e seus habitantes, a obra contribui a preservar e transmitir aspectos importantes da herança cultural da região. Esta representação artística funciona como um meio para lembrar e honrar as tradições e a sabedoria das comunidades Indígenas, colaborando assim a sua preservação e divulgação na sociedade contemporânea.
Esta pintura apresenta uma cena de realismo mágico ambientada no coração da Amazônia. No centro da obra se encontra o enigmático lago proibido. Sua superfície reflete o céu estrelado, criando uma fusão visual entre os reinos terrenal e celestial. O lago está rodeado de vegetação exuberante, com altas árvores e majestosas palmeiras que se inclinam para a água como sinal de reverência à beleza natural da região. No centro do lago emerge um peixe de proporções míticas. Seu corpo está adornado com intrincados padrões que evocam os desenhos tribais Indígenas. O mais surpreendente é sua comprida língua de serpente que se estende em direção ao céu noturno, como se quisesse tocar as estrelas. Esta imagem evoca as crenças e cosmovisões dos povos Indígenas da região, onde animais e natureza estão impregnados de profundo significado espiritual.
Citação
Paredes, Dimas. 2020. 'El lago prohibido [O lago proibido]'. Despossessões nas Américas. https://dia.upenn.edu/pt/art/APER029/


