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Lendo em Inglês

Obra de arte

Tierra de nadie [No Man's Land]

  • Martiel, Carlos

Publicado: 2022

Mídia: Performance

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Lendo em Espanhol

Obra de arte

Tierra de nadie

  • Martiel, Carlos

Publicado: 2022

Mídia: Interpretación artística

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Obra de arte

Tierra de nadie [Terra de ninguém]

  • Martiel, Carlos

Publicado: 2022

Mídia: Interpretação artística

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Resumo

“Tierra de nadie” aborda o patrimônio cultural, os corpos e o território ao expor os legados violentos do colonialismo inscritos na pele do Sul Global. Nessa interpretação artística visceral do cubano Carlos Martiel, o artista permanece imóvel com oito bandeiras em miniatura cravadas na carne do seu torso. Cada uma delas representa uma nação europeia envolvida na colonização e divisão territorial da África entre a década de 1880 e a Primeira Guerra Mundial. O corpo de Martiel se transforma em um arquivo portador das marcas do domínio imperial, do deslocamento forçado e da exploração. Mediante este ato estático, quase escultórico, o artista oferece uma narrativa carnal do trauma histórico, em que cada punção evoca o espólio sistemático de terras e povos. A interpretação artística transforma o corpo em um território simbólico, ferido e ocupado, que ecoa com a violência persistente da extração colonial e seus efeitos contínuos sobre as comunidades diaspóricas e marginalizadas.

“Tierra de nadie, é uma proposta do artista cubano Carlos Martiel, apresentada por primeira vez na Galeria Contínua de Paris, França, em 2022, patrocinada por Laura Salas Redondo. Mediante uma interpretação artística estática, quase escultórica, a proposta faz referência à conquista, à colonização, à anexação de territórios e à exploração humana e dos recursos naturais no “Sul Global”.

“Permaneço em pé na galeria com 8 bandeiras de mão cravadas na pele do meu torso. As bandeiras utilizadas são dos países europeus que invadiram, colonizaram e dividiram territorialmente a África entre a década de 1880 e o início da Primeira Guerra Mundial: Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Itália, França, Portugal e Espanha.”

Colocando no centro da ação cênica o seu próprio corpo, Carlos Martiel articula uma narrativa epidérmica e carnal, materializando o sentir das populações africanas obrigadas à diáspora, ilustrando essa violência como uma penetração que desgarra sua pele. Fendas que, como rastos, indicam os deslocamentos involuntários, a ocupação e o espólio ilegal de seus territórios-corpo, executados feroz e sistematicamente por meio da escravidão e a submissão aplicadas durante séculos por políticas coloniais destrutivas ainda vigentes.

Citação

Martiel, Carlos. 2022. 'Tierra de nadie [Terra de ninguém]'. Despossessões nas Américas. https://dia.upenn.edu/pt/art/AMEX011/

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