Dispossesions in the Americas

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Map Commentary 1643 - 1664

Guiana’s Coast, Also Known as Equinoctial France in Terra-Ferme of America. Paris, 1664

  • Ardila Gutiérrez, Javier Ricardo

Published: 2024

Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Map, 46 x 33 cm. Paris, 1664. Source: David Rumsey Historical Map Collection.

Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Map, 46 x 33 cm. Paris, 1664. Source: David Rumsey Historical Map Collection.

Abstract

In this map, French geographer Pierre Du Val (1618-1683) represented the Guiana region in 1664, just as France was consolidating its domination over the area. Du Val closely followed Jodocus Hondius’ map based on Walter Raleigh’s voyage to Guiana. However, this time, Du Val proposed a close-up of the seacoast region.

During the reign of Louis XIV (1643-1715), under the political influence of Cardinal Richelieu and Minister Colbert, the territory of Guiana received a lot of attention from the French. They believed Guiana was paradise on Earth.1 They founded their first colony by the Sinnamary River in 1626 and the city of Cayenne in 1643. However, French control over the territory was precarious.2 In the following decades, the British and Dutch contested their influence on the shores and rivers. The Dutch occupied Cayenne between 1657 and 1665, while the British did it between 1666-1667. Only in 1676 and after a new Dutch occupation from 1674 to 1677, did the French claim steady dominion on Cayenne.3

Since 1663, the minister Jean-Baptiste Colbert (1619-1670) supported the establishment of the Compagnie de la France Equinoctiale under the command of General Alexandre de Prouville de Tracy (1603-1670) and Joseph-Antoine Lefebvre de La Barre (1622-1688) to gain control over Cayenne. The expedition began in February 1664, same year of Du Val’s map.4

In Du Val’s map, the Indigenous communities acquire names that will be long-lasting and, in a certain way, more accurate to the local inhabitants’ own denominations.5 Among them, there appear the Galibis (today Kali’na), the Palicour (today Pahikweneh), Toneyens (today Wayana), and the Supayes (today Lokono).6 The description of the Nolagues, or Noragues (the Indigenous nation that gave name to a current natural reserve in the Upper Approuague River), emphasizes that they “wear plaques of gold in their ears.” The narrative about the gold will also appear in the characterization of Guiana as “the kingdom of the Golden King,” as a comment upon the Prime Lake underscores. These brief comments are indicative of El Dorado myth among the colonizers.

The map includes an additional representation of Cayenne Island. As a neuralgic spot in the colonial struggle, knowledge about its geography and population was crucial for any colonial power aiming to control it. Notably, Cayenne remained bare from extended European influence and was mainly populated by caberts, the usual form of Indigenous dwelling in the area. After 1664, the French established permanent habitation in Guiana despite their following skirmishes with the Dutch and the British. Part of the success resulted from the peace and economic treaties with the Indigenous population.7

Map citation:

Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Map, 46 x 33 cm. Paris, 1664. David Rumsey Map Collection. Accessed July 4, 2023.


  1. Pierre Pluchon and Lucien-René Abénon, Histoire des Antilles et de la Guyane (Toulouse: Privat, 1982), 95-96. ↩︎

  2. Pluchon and Abénon, Histoire des Antilles et de la Guyane, 36. ↩︎

  3. Serge Mam-Lam-Fouck and Apollinaire Anakesa-Kululuka, Nouvelle histoire de la Guyane Française: Des souverainetés amérindiennes aux mutations de la société (Matoury, Guyane: Ibis rouge, 2013), 31. ↩︎

  4. William Jennings, “La prise de Cayenne en 1664 : une nouvelle perspective.” Bulletin de la Société d’Histoire de la Guadeloupe, 183 (2019): 2. https://doi.org/10.7202/1064934ar ↩︎

  5. The map locates the following groups: Acoulis, Arawagotes, Arouagues, Arowagues, Cauipagotes, Ciparicotes, Galibis, Hyayes, Muchikeriens, Nolaques, Palicour, Paragotes, Racalets, Sapayes, Toneyens, and Vaccewayes. ↩︎

  6. Martijn Marijn van den Bel, “Archaeological investigations between Cayenne Island and the Maroni river: a cultural sequence of western coastal French Guiana from 5000 BP to present Issue Date.” PhD diss., (Universiteit Leiden, 2015), 647-652. ↩︎

  7. Jennings, “La prise de Cayenne en 1664,” 12-13; Mam-Lam-Fouck and Anakesa-Kululuka, Nouvelle histoire de la Guyane Française, 31. ↩︎

Citation

Ardila Gutiérrez, Javier Ricardo. 2024. 'Guiana’s Coast, Also Known as Equinoctial France in Terra-Ferme of America. Paris, 1664'. Dispossessions in the Americas. https://dia.upenn.edu/en/content/FGU0025Y/

Reading in Spanish

Map Commentary 1643 - 1664

La costa de Guayana, también conocida como Francia Ecuatorial en Tierra Firme de América. París, 1664

  • Ardila Gutiérrez, Javier Ricardo

Published: 2024

Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Mapa, 46 x 33 cm. Paris, 1664. Fuente: David Rumsey Historical Map Collection.

Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Mapa, 46 x 33 cm. Paris, 1664. Fuente: David Rumsey Historical Map Collection.

Reading in Portuguese

Map Commentary 1643 - 1664

A costa da Guiana, também conhecida como França Equatorial em Terra Firme da América

  • Ardila Gutiérrez, Javier Ricardo

Published: 2024

Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Mapa, 46 x 33 cm. Paris, 1664. Fonte: Coleção de Mapas Históricos David Rumsey.

Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Mapa, 46 x 33 cm. Paris, 1664. Fonte: Coleção de Mapas Históricos David Rumsey.

Resumo

Neste mapa, o geógrafo francês Pierre Du Val (1618-1683) representa a região da Guiana em 1664, justo o momento em que a França lutava para consolidar seu domínio sobre a área. Du Val seguiu de perto o mapa de Joost de Hondt, que por sua vez foi elaborado com base nas memórias de viagem de Walter Raleigh para a Guiana. No entanto, diferente de Hondt, Du Val se concentrou na região costeira.

Durante o reinado de Luis XIV (1643-1715), sob a influencia política do Cardeal Richelieu e do ministro Jean-Baptiste Colbert (1619-1670), o território da Guiana recebeu atenção renovada por parte dos franceses, que ainda reproduziam o imaginário da Guiana como um paraíso na terra. 1 Embora a fundação da primeira colônia fosse próxima ao rio Sinnamary em 1626, e na cidade de Caiena em 1643, o controle sobre a região era bastante precário. 2 Nas décadas seguintes os ingleses e os holandeses disputaram as regiões costeiras e os rios. Os holandeses ocuparam Caiena entre 1657 e 1665, e os ingleses entre 1666 e 1667. Somente em 1676, e depois de uma nova ocupação holandesa entre 1674 a 1677 é que os franceses se assentaram definitivamente em Caiena.3

Desde 1663, o ministro Colbert apoiou o estabelecimento da Compagnie de la France Equinoctiale sob o comando do general Alexandre de Prouville de Tracy (1603-1670) e de Joseph-Antoine Lefebvre de La Barre (1622-1688). O objetivo principal dessa missão era assegurar o controle sobre Caiena e sua área de influência. A expedição se iniciou em fevereiro de 1664, mesmo ano em que Du Val realizou o mapa.4

O mapa de Du Val reúne numerosas menções às comunidades indígenas que habitavam o território. Esses nomes tiveram longa tradição nas representações gráficas e textuais da Guiana.5 Entre eles aparecem os Galibis (hoje Kali’na), os Palicour (hoje Pahikweneh), os Toneyens (hoje Wayana) e os Supayes (hoje Lokono).6 Uma descrição dos Nolagues ou Noragues (nação indígena que deu nome à reserva natural que atualmente se encontra no alto do rio Approuague) destaca que seus membros “leva[va]m placas de ouro nas orelhas”. E isso não era raro, o imaginário aurífero é abundante no mapa. Du Val caracterizou a Guiana como “o reino do Rei Dourado”, tal como se lê em seu comentário sobre o lago Parima. Esses breves comentários são indicativos da persistência do mito do El Dorado entre os colonizadores europeus.

O mapa de Du Val inclui uma aproximação à ilha de Caiena. Como um ponto nevrálgico na luta colonial, os conhecimentos a respeito da geografia e da população eram cruciais para qualquer potência colonial que buscava assegurar seu domínio sobre a ilha. É notável como esse mapa representa uma Caiena anterior ao controle europeu absoluto. Nele, o autor indica que, até a data, a ilha estava principalmente povoada por caberts, a designação habitual das moradias indígenas na Guiana. A partir de 1664, os franceses se estabeleceram permanentemente em Caiena, apesar dos conflitos posteriores com holandeses e britânicos. Parte desse sucesso foi resultado da assinatura dos tratados econômicos e de paz com as populações indígenas locais.7

Referência do mapa:
Pierre Du Val. Coste de Guayane autrement France Equinotical en La Terre-Ferme d’Amerique. Mapa, 46 x 33 cm. París, 1664. Colección de Mapas David Rumsey. Acesso em: 4 de julho de 2023.


  1. Pierre Pluchon e Lucien-René Abénon, Histoire des Antilles et de la Guyane (Toulouse: Privat, 1982), 95-96. ↩︎

  2. Pluchon y Abénon, Histoire des Antilles et de la Guyane, 36. ↩︎

  3. Serge Mam-Lam-Fouck y Apollinaire Anakesa-Kululuka, Nouvelle histoire de la Guyane Française: Des souverainetés amérindiennes aux mutations de la société (Matoury, Guayane: Ibis rouge, 2013), 31. ↩︎

  4. William Jennings, “La prise de Cayenne en 1664 : une nouvelle perspective.” Bulletin de la Société d’Histoire de la Guadeloupe, 183 (2019): 2. https://doi.org/10.7202/1064934ar ↩︎

  5. O mapa representa os seguintes povos indígenas: Acoulis, Arawagotes, Arouagues, Arowagues, Cauipagotes, Ciparicotes, Galibis, Hyayes, Muchikeriens, Nolaques, Palicour, Paragotes, Racalets, Sapayes, Toneyens y Vaccewayes. ↩︎

  6. Martijn Marijn van den Bel, “Archaeological investigations between Cayenne Island and the Maroni river: a cultural sequence of western coastal French Guiana from 5000 BP to present Issue Date.” PhD diss., (Universiteit Leiden, 2015), 647-652. ↩︎

  7. Jennings, “La prise de Cayenne en 1664,” 12-13; Mam-Lam-Fouck and Anakesa-Kululuka, Nouvelle histoire de la Guyane Française, 31. ↩︎

Citation

Ardila Gutiérrez, Javier Ricardo. 2024. 'A costa da Guiana, também conhecida como França Equatorial em Terra Firme da América'. Dispossessions in the Americas. https://dia.upenn.edu/pt/content/FGU0025Y/

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Map 1500 - 1599
Coste de Gvayane autrement France Eqvinoctiale en Terre-Ferme d'Amerique. Suivant les dernieres Relations.

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Map 1664

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